Max Gehringer dá dicas para quem quer mudar de emprego em 2014

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Uma pesquisa revelou que ter um emprego novo em 2014 é o desejo de muita gente. E gente que está empregada. É o seu caso? Quer trocar de emprego mas falta coragem? Está inseguro? O nosso consultor de carreiras Max Gehringer vai ajudar.

Uma pesquisa inédita revela que mais de 50% dos entrevistados, mesmo empregados, querem dar uma virada na carreira e mudar de trabalho neste novo ano. O motivo de tanto desejo de mudança é um só: a busca pela famosa ”qualidade de vida”. Outras coisas, como aumento de salário (33,7%) e promoção (25,1%), ficam em segundo plano.

Nós fomos conferir, nas ruas de cinco capitais. Nas urnas do Fantástico, não deu outra: 57% das pessoas disseram que querem, sim, um novo trabalho. E você?  Também quer mudar de trabalho e conseguir mais dessa ‘qualidade de vida’? Vamos ouvir gente que já fez isso acontecer.

“Nós reunimos um grupo que fez alguma coisa pela carreira no ano passado”, apresenta o consultor de carreiras Max Gehringer.

Marina abandonou a carreira de advogada e hoje virou ‘sommelier’, uma especialista em vinhos. Greta é uma ex-jornalista que foi ser cabeleireira. Greg abriu um negócio de venda de molho de pimentas depois de 20 anos no mercado financeiro. O casal Neto e Renata deixou a cidade grande para trás e foi buscar qualidade de vida no interior de São Paulo. E o engenheiro Abel, que queria mudar de emprego, correu atrás e conseguiu.

“O objetivo da nossa conversa é mostrar o seguinte: se a gente ficar esperando alguém operar essa mudança por nós, ela jamais vai acontecer”, diz Max Gehringer.

“Eu não sabia o que eu queria fazer sem ser direito. Por um lado eu tinha o retorno financeiro, só que o retorno pessoal, o propósito de eu acordar cedo todos os dias, não existia. Chegou num determinado momento eu tomei a coragem de tirar o casaquinho de advogada e correr atrás do que eu queria”, conta Marina.

“Minha história é muito parecida com a sua. Eu sempre quis ser jornalista, desde criancinha. Aí quando você vai trabalhar, você vê que as coisas são muito mais difíceis”, compara Greta. “Aí a minha mãe era cabeleireira, eu sempre ajudei muito ela no salão e comecei a pensar nisso como uma profissão”.

“Quando você faz uma mudança dessas, você vem de uma experiência, de uma escolaridade e vai fazer uma coisa completamente diferente, só se você for muito iluminada aquilo vai começar a dar certo no primeiro dia. E aí vem uma coisa importante quando você faz uma mudança dessas que é não desanimar”, alerta Max.

Marina e Greta fizeram o que quase 84% das pessoas prometeram fazer: cursos para investir em qualificação.

“Eu queria perguntar para a Marina e para a Greta se hoje vocês estão ganhando mais do que ganhavam na profissão anterior”, pergunta Max.

“Não. Muito menos. Por enquanto, muito menos. Todo mundo acha que eu sou louca”, diz Marina.

“Eu ganho hoje um terço do que eu ganhava, mas não gasto com farmácia, com remédio para dormir, remédio para dor de cabeça”, responde Greta.

“Isso é qualidade de vida, essa é a nossa definição. A qualidade de vida é você estar extremamente feliz com o que você está fazendo”, avalia Max.

“Eu tomei a decisão de parar e mudar radicalmente. Meu sogro tinha um sítio e no sítio tinha uns pezinhos de pimenta. Foi quando eu comecei a colher. Pedi pra ele fazer um molho, comecei a negociar e foi um sucesso grande”, conta Greg.

“Quando a pessoa começa a receber muito elogio por alguma coisa que ela faz, está na hora de parar e pensar: espera um pouco, isso aqui não pode ser uma profissão, não pode ser um negócio e não pode ser um futuro?”, comenta o consultor de carreiras. “Mas o que nós vimos no seu caso, no caso da Greta, no caso da Marina é que está todo mundo trabalhando, está feliz”.

E isso nos leva ao simpático casal, o Neto e a Renata.

“Quem dos dois é que teve a ideia, quem é que falou para o outro: ‘E se a gente mudasse para o interior?’”, pergunta Max.

“Na verdade, foi em comum acordo. A gente já vinha pensando em mudar em função da nossa filha também. Então na verdade a gente bateu o martelo juntos”, responde Renata.

“Os dois tem que ter certeza que aquilo é o melhor para os dois e para a família. Essa é a mudança perfeita, aí sim, aí funciona”, diz Max.

“Eu queria passar para o Abel. O seu caso é ainda mais normal no mercado de trabalho, mas é provavelmente o que todo mundo diz que vai fazer e não faz”, apresenta Max.

“Estava num emprego que me fazia feliz, gostava do que fazia, era bem remunerado por isso. Porém não tinha um desafio proporcional àquilo que eu achava que poderia fazer. Conversando num bar com meus amigos, eu manifestei o interesse de mudar de emprego ainda em 2013. E meu telefone começou a tocar. Propostas de emprego”, conta Abel.

“Eu diria que de todas as decisões de fim de ano, pelo menos as aqui representadas, a sua é a mais frequente e mais fácil de ser tomada. Mas também requer uma dose de coragem. Nós estamos cercados aqui por um monte de pessoas que um dia prometeram alguma coisa pra si mesmas e fizeram. Eu queria de coração agradecer a todos vocês que estiveram aqui hoje e nos brindaram com belíssimas histórias que a gente tem pra contar e que todo mundo um dia pode ter pra contar também”, finaliza Max Gehringer.

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Fonte: Globo.com